Revista Photoshop Creative para iPad. Download gratis

O design na industria da música

Postado por Redação Photoshop em 24/02/2010 às 12h 00min

Domine a arte do design musical com os conselhos e técnicas de profissionais da área, descubra os segredos sa criação de design para cds, posteres e camisetas, além de informação em primeira mão sobre como entrar nesse mercado pela porta da frente.




A experiência de Damer foi como freelance; mais tarde, ele criou designs para os pôsteres da turnê da banda. “Andrew Srockdale tinha uma presença excelente no palco, como nas bandas antigas. Eu tinha na cabeça essa ideia da pirâmide com degraus que levassem até o logo da Wolfmother”, conta Damer. “As cores brilhantes são inspiradas pelas antigas capas dos discos de Hendrix. Adoro as velhas capas do Journey também. As ideias vieram facilmente, de certa forma. Sou um grande fã de Wolfmother, por isso tudo veio naturalmente enquanto eu ouvia a música deles”.

Existem regras composicionais na criação de pôsteres promocionais para que não fiquem poluídos, segundo Damer. “Uso profundidade para que os olhos se movam pelas áreas visuais mais importantes, incluindo o título e o logotipo. Alinhamento é um fator importante. Se meu design estiver centralizado, mas não for simétrico, tenho de prestar atenção ao peso da peça. Três objetos criam um ponto focal, mas dois tendem a competir entre si”.

Maciej Hajnrich (www.valpnow.com), designer gráfico do pôster do Pendulum North American Tour 2009, explica as necessidades: “o valor de 300 dpi e um perfil CMYK são regras fundamentais. Trabalhei no projeto Pendulum em RGB para ter um melhor efeito, mas com visualização em CMYK Proof Setup. O segredo é conhecer a diferença. Ao criar capas de álbum, é bom saber o significado de sangramento, espaçador e margem para evitar problemas na hora de imprimir”.

Dennis Sibeijn também trabalha diretamente com seus clientes, tendo começado de maneira semelhante a Damer. Depois de produzir um design de CD para a banda KillTraitors, a banda de metal Frances Scarve viu um curta em 3D em seu site e insistiu em criar um design de CD baseado nela. Desde então, ele mergulhou nesse formato, criando capas e encartes belíssimos.

O impacto estético desse formato pode ser precário, como ele explica: “As áreas de trabalho são bem pequenas, por isso eu pessoalmente tento fazer com que a imagem não fique muito atravancada ou ela pode não comunicar nem se destacar. Se o design for para uma caixinha de plástico, e não uma capinha de papel, não se esqueça de que haverá uma camada rígida entre o desenho e o espectador que pode esmaecer bem a imagem.

Stuart Hardie, designer gráfico no estúdio de design multidisciplinar Traffic www.traffic-design.com, tem uma opinião diferente: “O design de capas, juntamente com o design editorial, é provavelmente o responsável pela quebra de muitas regras já estabelecidas do design gráfico. Algumas vêm com o gênero do artista destacado pela gravadora. Por exemplo, um artista muito conhecido precisa que seu nome e o título do disco estejam bem legíveis e sua imagem, fácil de reconhecer”.

Outro problema recorrente é a necessidade de produzir imagens que funcionem em vários formatos. “A maioria das campanhas passa pela imprensa, web e televisão”, explica Hardie. “Com a invenção do iTunes, o tamanho da tela do designer foi reduzido das 12 polegadas da era de ouro dos vinis a meros 150x150 pixels. Esse elementos precisam ser levados em conta”.

Isso também significa que às vezes os artistas devem aceitar trabalhar em um ambiente mais dinâmico. A Traffic experimentou isso na recente campanha da Polydor para o duo de eletropop La Roux (www.laroux.co.uk), como revela Hardie: “Nos disseram que o artista queria trabalhar com um amigo pessoal no projeto, Alexander Brown. Não é raro trabalhar com ilustradores e fotógrafos especificados pelos músicos”.

Havia uma ideia clara de criar uma Brixton futurística que usasse referências estilísticas de Blade Runner, Akira e outros filmes noir tecnológicos. A gravadora queria que a artista aparecesse na capa, por isso o fotógrafo internacional da NME, Andrew Whitton (www.whitton. tv), foi convocado. A Traffic supervisionou a qualidade da impressão e criou os logos.
<

O estúdio, que trabalhou para a Universal e a Vertigo, percebe a importância dessas áreas de produção: “O logo é uma parte importantíssima da marca de qualquer artista. Se você isolar o logo sem qualquer outro elemento, ele ainda deverá refletir o artista e sua música. A fonte La Roux foi desenvolvida a partir de clássicos de design Art Deco, mas modificados para ter um ar contemporâneo. Ela precisava ser feminina, mas forte, fazer referência ao passado, mas ser relevante em uma paisagem futurística.

A criação dos ambientes do futuro foi completada com uma combinação de técnicas fotográficas e ilustrativas. É aqui que entra Alexander Brown. O Photoshop foi essencial para os efeitos de cena, ele admite: “Acho que os dégradés e camadas de ajuste foram minhas maiores armas. Gostei muito de usar estilos de camada. Apliquei efeitos de Outer Glow às novas camadas e desenhei finas linhas brancas com a stylus para criar efeitos bacanas de luz fluorescente”.

Ele também foi responsável pelo site do La Roux, que apresenta uma experiência interativa em tempo real, pois a parte gráfica do site evolui segundo as horas do dia. Brown explica a importante função do site no mercado musical contemporâneo: “Trata-se de um ponto focal que dá o tom à campanha. Ele torna a música mais teatral e cinematográfica do que musical. Você passa a imaginar o cantor como um personagem em um filme, e não como um músico em um estúdio”.





Página 3 de 3


ARTIGOS SEMELHANTES




Deixe seu comentário
QUER UM AVATAR? Faça seu login ou cadastre-se

O comentário está desabilitado, para enviar um comentário você deve fazer login!

Últimas postagens Mais lidas