O olho arguto de Kevin Brisseaux para a ilustração levou-o à criação de trabalhos intricados para o Depthcore Collective. Vamos descobrir como o Photoshop entra nessa
Depthcore Collective ajudou Kervin Brisseaux a construir boas relações com outros artistas do Photoshop graças a sua presença online. Fica claro, apenas ao olhar para as ilustrações de Kervin, que ele lança mão de uma espantosa mistura de paciência e talento para buscar a perfeição.
Entrevistamos o talentoso artista sobre o uso do preto e branco e ele explicou como usa Gradient Maps para criar uma atmosfera em cada peça. Ele também relembrou que a crítica é necessária para o desenvolvimento de um artista e que ela nunca deve ser levada para o lado pessoal!
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O que é o Depthcore Collective?
O Depthcore Collective começou lá em 2002. Era um coletivo iniciado por Justin Maller e, basicamente, consistia em um grupo de pessoas de diferentes áreas do campo do design gráfico e da ilustração. Começou como um lugar em que os jovens se reuniam para mostrar seu talento para o resto da internet, depois ficou muito maior. Atualmente, ele se tornou um coletivo de profissionais do design que ainda precisam encontrar tempo para seu trabalho pessoal dentro do tumultuado mundo do design e da ilustração. Esse é um dos níveis do Depthcore Collective. É um ótimo meio de estabelecer uma camaradagem e uma relação no mundo do design e de se apresentar a um grupo de indivíduos com interesses semelhantes e que você provavelmente não encontraria se não tivesse entrado para o grupo.
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Seus designs são extremamente complexos – você deve ser muito paciente
É engraçado, porque logo que comecei a me habituar a toda a cena do design e da ilustração, pensava a mesma coisa quando olhava o trabalho de outras pessoas. Você descobre que um dos jeitos de aprender é, obviamente, conferir tutoriais e tentar imitar o que essas pessoas fazem. Ao mesmo tempo, acho que grande parte do aprendizado vem de você de fato experimentar e descobrir diferentes truques. Mas, com o tempo, você vai encontrando um jeito mais fácil ou mais rápido de fazer ou encontra um fluxo de trabalho mais natural. Com meus primeiros trabalhos, isso levava algum tempo. Às vezes demorava dias para terminar, e isso ainda acontece, mas com menos frequência, porque agora quando abro o Photoshop ou o Illustrator sei o que estou fazendo e como quero fazê-lo. Ainda é um processo muito orgânico. Não planejo grande parte do que faço na tela do Photoshop.
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Como você prefere trabalhar, em preto e branco ou em cores?
Depende muito do meu humor e de como acho que a peça deve parecer. As cores podem ser perigosas no sentido de que quando se deseja uma certa atmosfera na peça, a cor pode acabar se afastando disso. Ao mesmo tempo, porém, a cor é um tipo de rede de proteção. É por isso que o preto e branco acaba sendo mais desafiador, porque é fácil deixar alguém de boca aberta com uma paleta de cores interessante, mas em uma peça em preto e branco, são as outras coisas que entram em cena – o detalhe, o tipo de técnica, são o que ficam em primeiro plano.
Qual ajuste ou ferramenta do Photoshop você acaba usando mais?
O que uso mais é certamente o mapa de dégradé. O Gradient Map é uma ferramenta muito flexível. Assim, quando você introduz uma cor diferente ou tem várias ao mesmo tempo e mascara certas coisas, o processo se torna uma pintura. É daí que nascem muitos de meus testes de cor – do processo do mapa de dégradé. Gosto de começar com uma cor de base, ou uma forma que tenha criado, e aplico esses mapas de dégradé para dar uma atmosfera à peça. Posso avançar ou recuar conforme queira uma paleta quente ou fria ou ainda uma mistura de ambas.
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Quais são seus atributos mais fortes no Photoshop?
Muito do meu trabalho no Photoshop costuma ser um póstrabalho. Em meu processo, vou ao Adobe Illustrator criar todas as formas diferentes e depois ponho tudo no Photoshop. O Photoshop realmente brilha, em minha opinião, quando começo a controlar a atmosfera da peça usando a ferramenta Gradient Maps, com diferentes tipos de brilhos e efeitos. Raramente uso apenas o Photoshop. Acho que existem pouquíssimas peças em minha coleção que tenham sido inteiramente criadas no Photoshop. Ele normalmente vem em segundo lugar.
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Que conselho você daria a outros artistas digitais?
Não leve a ferro e fogo todos os tipos de críticas e tudo o que dizem sobre você. Andy Warhol disse uma vez: “Não preste nenhuma atenção ao que escrevem sobre você. Só meça em polegadas”. Tenha em mente que não é necessariamente algo que vá prejudicá-lo – aquilo pode ajudar você a avançar. Ninguém deve levar nenhum tipo de crítica ou reação para o lado pessoal. Nunca é pessoal e nunca deveria ser.