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A história de Dan Howard

Postado por Redação Photoshop em 03/02/2011 às 14h 23min

O ilustrador freelance Dan Howard gosta do Photoshop para criar texturas autênticas. Usando uma mistura de pincéis personalizados e padrão, ele é fiel à ferramenta Brush.





Dan Howard é um ilustrador freelancer que está começando a se adaptar aos novos recursos do Photoshop CS5. Seu estilo poderia ser descrito como pictórico e cinematográfico – mesmo se, como Dan explica, “estilo é um conceito que nunca para de evoluir se você permitir”. Ele descreve como começou a vender sua arte em convenções e exposições nos EUA, mesmo que ir pessoalmente estivesse fora de questão. Dan também compartilha suas opiniões sobre o salto para o CS5 em relação às versões anteriores e como seu fluxo de trabalho agora é bem mais rápido, tornando sua vida mais confortável.


Como você começou a ganhar dinheiro com sua arte?


O primeiro reconhecimento real que recebi foi quando fiz o circuito de convenções nos EUA. Eu pintava quadros havia algum tempo, mas nunca entendera de verdade o processo de vender arte. Pouco a pouco comecei a vender impressões e enviar meu trabalho para exposições coletivas em outras convenções às quais eu não podia comparecer. Com o tempo, fui fazendo mais exposições e encontrando mais gente. E você nunca sabe quem está olhando sua arte. Recebi bons serviços de freelancer de gente que havia visto meus quadros. Também distribuía cartões de visita a quem quisesse.




O que você acha da nova versão do Photoshop, o CS5?


Comecei a usar o CS5 recentemente. Antes eu usava o Photoshop CS (e ocasionalmente o CS3 em computadores de outras pessoas). No início, acho que estava feliz com a simplicidade do CS, mas o CS5 definitivamente tem certas melhorias que vão me deixar mimado, como a tela giratória e o zoom animado. Além disso, o motor de 64 bits chupa mais RAM que o CS, por isso trabalhar com arquivos maiores ficou bem mais confortável, porque há menos atraso.


Quais foram seus trabalhos mais memoráveis?


[Risos] Provavelmente os que pagaram melhor. Sem brincadeira, os melhores trabalhos são os que me pedem para fazer o que faço melhor. Todo artista, por mais completo que seja, tem um assunto favorito ou, ouso dizer, uma zona de conforto em que trabalha melhor. Desde que seja algo de que você goste, pode encarar aquilo mais como um hobby pago do que como um trabalho de verdade.




Você sempre esboça suas ideias antes de passar ao Photoshop?


Sempre. Às vezes em meu caderno, outras direto no Photoshop. Há momentos em que você tem uma ideia sólida e pode partir dali desde o começo, mas para projetos mais ambiciosos é melhor se permitir algumas opções e desenhá-las. Muitos serviços profissionais exigem essa fase, já que o cliente deseja acompanhar todos os estágios do processo e ver as diferentes visões que você pode ter tido a partir da ideia que ele apresentou.


Você trabalha fora do Photoshop em algum momento, tirando os esboços?


Existem alguns programas de arte que uso para áreas específicas. No entanto, o Photoshop está presente em uma boa parte do processo. Cada programa traz sua própria sensação no processo de pintura, mas, para mim, o Photoshop é o mais confortável. Sei que posso pintar os melhores tecidos nele, com toda a certeza. As ilustrações em preto e branco costumam ser 100% no Photoshop, porque uso muitos pincéis de textura. Todos os ajustes de cor e pré-impressão também são feitos no Photoshop.




Você tem ferramentas e ajustes prediletos?


Se tiver, como os inclui em seu estilo? Não me aventuro muito longe da ferramenta Brush. Embora já tenha feito serviços que exigiam tudo, de dégradés a filtros, costumeiramente atenhome aos pincéis – e uma lista bastante considerável de pincéis diferentes, dos padrão aos pincéis personalizados de outros artistas e mais as minhas próprias criações. Ainda preciso me familiarizar com a janela Adjustments que o CS5 generosamente oferece, e costumo usar atalhos de teclado por hábito para todos os ajustes tonais e de cor que precisam ser feitos.





Quais você diria que são os traços de seu estilo, que dão sua cara?


Honestamente, não me concentro no meu estilo, pois acho que muitos artistas, especialmente os iniciantes, acabam ficando presos na busca por um estilo ou um visual. No fim, o trabalho que você faz agora é seu estilo, e ele vai evoluir se você permitir. Pessoalmente, tive muita influência de artistas clássicos de fantasia como o falecido Frazetta, Vallejo e Jusko, artistas clássicos como Sargent, Parrish e Mucha e um toque de quadrinhos japoneses.


Você tem algum conselho para colegas artistas que procuram criar novas ideias e se aprimorar?


Ser paciente é o segredo. Nem todo mundo evolui no mesmo passo e não estamos em uma corrida. Existem muitas maneiras de melhorar, e praticar é a melhor. Mas lembre-se, nem todo mundo é igual. Conheça seus pontos fortes mas não feche a mente a novos horizontes. Largue a tablet e saia para desenhar em papel de vez em quando, e tente também outras mídias naturais. O melhor trabalho digital vem daqueles que já têm um conhecimento forte em mídias naturais. Como qualquer outra mídia, ela se alimenta de habilidades em outras.



As fontes de inspiração favoritas de Dan


Música

Para mim, a música sempre foi e provavelmente sempre será a principal força impulsora por trás de minha arte. Ela estabelece o clima e me dá ideias e visualizações. Não consigo trabalhar no silêncio total. Parece que vou enlouquecer.

Amigos

A maioria de meus amigos é artista. Eu os ponho acima de qualquer coisa em qualquer situação e, por isso, estou com eles constantemente em busca de inspiração e de um olhar crítico sobre algo que … z. Mesmo os que não são ilustradores têm um espírito criativo, e é interessante ver os caminhos que tomam com seu trabalho. Nossas inspirações se cruzam com frequência.

Filmes

Há pouco tempo estive em um festival de … lmes da Hong Kong Triad. Visualmente, ele me ajudou bastante a delinear alguns projetos pessoais e de… nir melhor a atmosfera deles. Adoro … lmes com boa cinematogra… a e com cuidado na criação da composição das cenas. Os ilustradores vivem para o momento em que uma cena ou imagem pode falar muito sem diálogos ou sons. O pensamento cinematográ… co nos ajuda a melhorar as composições, cores, ambientação, tudo.

Quadrinhos

Meu falecido irmão mais velho foi quem me iniciou nas HQs, na época em que a DC Comics matou Robin pela primeira vez. Quadrinhos para mim eram aqueles engraçados que eu lia no jornal de domingo. Foi ótimo conhecer narrativas mais maduras. A partir dali, comecei a colecioná-los e sonhava desenhar quadrinhos quando fosse mais velho.

Comunidades de arte

Quando eu era mais novo, a única interação que dava para ter com outros artistas era em feiras ou talvez encontrando alguém em uma loja de quadrinhos, além de, é claro, amigos que fossem artistas. Hoje, qualquer um pode entrar online e conhecer artistas do mundo inteiro. Locais como Conceptart.org e CGHub.com exibem talentos novos e estabelecidos.




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