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Veja como a fotografia vem sendo transformada em composições surreais

Postado por Redação Photoshop Creative em 17/04/2012 às 12h 57min

Erik Johansson, artista autodidata em fotografia e Photoshop que já trabalhou com o Google e a Microsoft nos confessa os segredos para a arte digital surreal. Confira!



Publicado originalmente na edição número 41 da revista Photoshop Creative.

A moda do surrealismo fotorrealístico sempre pretende prender a atenção. Ela apresenta cenas que despertam questões sobre o possível e o impossível. O movimento se refere a imagens construídas a partir de fotos reais, compostas de maneira a distorcer a realidade. Essas cenas normalmente desafiam a gravidade, as leis da física e a maleabilidade dos objetos e texturas da vida real.

A técnica tem sido muito usada em campanhas publicitárias recentes, sendo a Canon a mais nova a entrar nessa onda para a campanha de sua Canon EOS 60D. Os artistas das maiores agências publicitárias estão colocando suas habilidades no Photoshop para “sambar” com esta tendência que cria composições fotográficas convincentes com iluminação realística. É essencial ter um bom olho para possibilitar o impossível.

Erik Johansson já cria esses efeitos há quatro anos e ganhou popularidade pela aplicação desse gênero. Sobre impacto das imagens, ele nos confessa que não considera o processo muito difícil: “a criação desse tipo de montagem exige apenas a combinação de fotos. É muito importante que as fotos iniciais tenham sido feitas no mesmo ângulo e com a mesma luz. São os pequenos detalhes que tornam a cena realística”.

Christophe Huet é outro artista que causa impacto no campo do surrealismo, produzindo composições impressionantes para clientes como Orange, Perrier e Snickers. Ele conta: “A maioria dessas imagens comerciais exige um grande trabalho em equipe envolvendo o diretor de arte, o fotógrafo e eu. É preciso acertar a composição, a luz e a atmosfera, por isso, é bacana compartilhar ideias até encontrar a melhor de todas”.

Erik Johansson | www.alltelleringet.com



Go Your Own Road  | A zona rural sueca exerce uma grande influência no trabalho de Johansson, como vemos neste exemplo. Ele mostra bem como o artista combina perfeitamente a luz e as sombras em suas montagens.

Top Dicas de Erik Johansson

Erik Johansson ganhou sua primeira câmera digital aos 15 anos e é autodidata em fotografia e Photoshop. Entre seus clientes estão Google, Microsoft e Ikea e seu trabalho chama a atenção em todo o mundo

AP: O que inspira suas imagens fotorrealísticas?

Erik Johansson: Podem ser coisas que vejo no dia a dia, ou artistas como Escher e Dalí. As ideias costumam chegar quando menos espero. Cresci em uma fazenda, e a zona rural sueca tem um grande impacto em meu estilo visual.

AP: Como você descreveria seu estilo?

Erik Johansson: Eu diria que meu trabalho consiste em ideias surreais realizadas de uma forma realista, com um toque de humor. Eu não posso dizer que decido meu estilo. Eu simplesmente trabalho com as ideias que vêm à minha mente.

AP: Que habilidades (artísticas e Photoshop) são necessárias para conseguir imagens convincentes?

Erik Johansson: A criação desse tipo de montagem envolve simplesmente a combinação de fotografias. É muito importante que as fotos combinadas sejam clicadas com o mesmo ângulo e iluminação – são os pequenos detalhes que as tornam realísticas. Montagens são como pinturas. A diferença é que as fotos são sua tinta e a tela é seu computador. Acredito que a melhor maneira de aprender é tentando. Talvez você não aprenda o jeito mais rápido ou mais correto, mas ao menos saberá o que fazem as diferentes ferramentas e o que você pode fazer com elas. Para ser bom é preciso ter muita paciência e prática.



Crossing |
Esta imagem dá um nó no cérebro. Ela foi cuidadosamente construída e composta para criar uma tela surreal perfeita. © Erik Johansson

AP: Quais os diferentes estágios de criação de uma foto?


Erik Johansson: De maneira simplificada, o processo se divide em três partes diferentes. Sempre começo com um esboço, uma ideia simples. A primeira parte é o planejamento. Quando encontro uma ideia que considero boa o bastante para realizar, tenho que encontrar os locais que devo fotografar para fazer a montagem. Isso pode levar de alguns dias a vários meses. Certas ideias ficaram fermentando por anos até que eu encontrasse o local perfeito. Esse é o passo mais importante, já que define o visual da foto. Esse passo inclui também a resolução de problemas, como fazer reflexos, materiais, etc. parecerem realísticos. A segunda parte é clicar/reunir as fotos. Nunca uso bancos de imagens em meus projetos pessoais, pois quero sempre ter o controle completo e sentir que fiz tudo sozinho. Isso é limitante no sentido de que não posso realizar todas as ideias que tenho, mas as limitações podem ser boas para definir o trabalho. Uma luz e uma perspectiva semelhantes são extremamente importantes para criar um resultado realístico ao se combinar as fotos. A última parte é a montagem, que pode levar algum tempo. Na verdade, esse é o passo mais simples, caso eu tenha feito um bom trabalho com o primeiro e o segundo. Essa parte é como um quebra-cabeça: tenho todas as peças, só preciso montá-las.

AP: Como você vê o desenvolvimento dessa tendência?


Erik Johansson: Quase todas as imagens hoje em dia são manipuladas de alguma maneira, para mais ou para menos. Acredito que virão mais ferramentas para criar imagens ainda mais realísticas. Isso vai permitir que mais gente passe a criar “arte”, mas o segredo não está nas ferramentas, e sim na imaginação.
 


Dreams | Esta imagem parece convincente graças às sombras dos remos cuidadosamente incorporadas à combinação de cores e ao céu dramático. © Erik Johansson

Michael Kerbow
www.skeletonstudio.com


Rocket Boy  (à esquerda)| Michel Kerbow é o artista principal do Skeleton Studios e produz uma série de imagens surrealistas fotorrealísticas. Esta imagem foi criada para uma campanha publicitária.

Cereal
(à direita) | Esta montagem faz parte de uma grande campanha publicitária. Ela se baseia em uma boa iluminação do primeiro plano e do fundo.


Christophe Huet
www.christophehuet.com



Parking | Christophe Huet, proprietário, diretor e artista da ASIL E Paris, um estúdio de 3D e retoques no centro de Paris que trabalha com diversos artistas do Photoshop em campanhas publicitárias de alto nível – muitas das quais baseadas no gênero surreal fotorrealístico.



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