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A história de Gustavo Sazes

Postado por Redação Photoshop em 07/10/2009 às 17h 25min

Gustavo queria apenas promover sua banda por meio de um site e uma capa de disco legal. Acabou fazendo sites e capas de discos dezenas de bandas de Metal e tornando-se reconhecido pela arte no lugar da música




Conte-nos um pouco da sua história.
Eu sou carioca de natureza, paulista por amor à cidade, músico e grande entusiasta de artes em geral. Comecei minha carreira por acaso, e hoje já não consigo me ver fazendo outra coisa. Já realizei trabalhos para os mais variados clientes, dos mais distintos ramos de atividade, nos quatro cantos do planeta, mas meu grande foco está na indústria fonográfica.

Como nasceu seu interesse pela arte e pelo design?
Possivelmente quando eu vi a capa do álbum Piece of Mind do Iron Maiden. Eu me lembro e ter pesando “bem que eu poderia fazer isso e ganhar um troco...” A partir desse episódio, comecei a ver as coisas de maneira diferente da usual, especialmente as capas de grandes  ou pequenas bandas.

Você é formado? Em quê?
Minha formação em nada tem haver com design ou artes visuais. Passei por várias universidades, porém nunca me encontrei definitivamente. Estudei Ciências Sociais, Literaturas Portuguesa e Inglesa, Música e, por fim, acabei me encontrando fazendo algo que eu apenas admirava.

Você acha a formação superior desnecessária?
Varia muito de pessoa para pessoa. No meu caso, por exemplo, não fez diferença. Independentemente do curso, o importante é ter uma formação humanística e cultural, pois tudo isso constrói um repertório para que você tenha referências para qualquer objeto de criação.

Você acha importante fazer cursos de design/ilustração?
Como eu já disse, toda formação cultural é sempre bem-vinda.

Como você define seu estilo?
Definir é sempre um problema. Em alguns trabalhos, eu tenho que deixar o meu lado funcional, prático e sintético reger toda criação. Nesse ponto, considerome Designer. Mas existem outros em que faço trabalhos puramente artísticos, que são frutos de pura inspiração, sem a linearidade dos brainstorms e rascunhos; são criações puramente livres, com uma riqueza estética muito pessoal. Nesse momento, me sinto fazendo arte. No fundo, me identifico com a segunda opção. Hoje, busco muito mais ter vocabulário do que técnica, e isso é fruto direto dos meus experimentalismos. Acredito que o que eu busco é ser um ‘’artista plástico’’ que utiliza ferramentas digitais.

Quais artistas você mais admira?
Os que eu curto são meus ídolos, e alguns deles são até meus amigos. Adoro a produção do Seth, com suas criaturas bizarras. Amo o caos tipográfico do David Carson, a sutileza de composição do Storm Thorgerson, a variedade de linguagens do Travis Smith e a originalidade na concepção do Sundin. Enfim, grandes artistas que realmente fazem minha cabeça.

Onde você acha inspiração?
Possivelmente vendo muito filmes, de qualquer gênero ou nacionalidade, lendo pouquíssimos livros, folheando muito gibis, escutando sim eu disse escutando mesmo  muita televisão e andando na rua. Minhas melhores idéias foram concebidas quando eu esperava para atravessar uma via ou olhava um semáforo piscar.











Você trabalha 100% em digital ou desenha no papel previamente?
Dependendo do projeto, faço as duas coisas. Não tem receita de bolo nessa horas.

Como você entrou para o mundo da ilustração?
Tudo começou em 2002, se já não me falha a memória, e foi algo bem atípico para um cara que já tinha passado por formações em Letras, Antropologia e Música. Resumindo ao mínimo, eu tocava numa banda, precisávamos de um site, e eis que me meti a fazer por conta. Meses depois, tínhamos um CD demo e precisávamos da capa. Adivinha quem teve que se virar? Depois disso, comecei a correr atrás, busquei livros, uma formação básica e técnica nos programas. No geral, eu era um autodidata bem persistente, muito observador e com muita paciência.

Você já ganhou prêmios? Acha-os importantes?
Para ser sincero, nunca me inscrevi em concursos do gênero. Com certeza meu maior prêmiojá é ser muito bem pago para fazer algo que gosto, ter uns mil trabalhos publicados entre CDs, DVDs, publicidade, sites, logos etc., e atender a clientes em 22 países mundo afora.

Qual o maior desafio para você na hora da criação?
Conseguir traduzir em cores e sentimentos algo que alguém pensou muito mal pensado.










Em que você está trabalhando atualmente?
Prefiro nem fazer as contas senão eu até choro! (risos) Para isso, tenho uma pessoa que organiza minha agenda, meu prazos, enfim, minha vida. Mas imagino que estou envolvido em mais ou menos uns 30 projetos diferentes.

Como é trabalhar para você mesmo?
Gratificante, extenuante, recompensador e, acima de tudo, ideal. O único problema é não ter hora pra dormir, nem férias ou feriados. Eu trabalho muito mais como freelancer do que se fosse funcionário de uma agência.

Como nasceu sua empresa?
Pela necessidade em buscar projetos mais desafiadores. Isso também está proporcionalmente ligado à demanda de clientes que conquistei nos últimos anos.

Como foi o crescimento da sua empresa?
Está sendo gradativo, mas ainda me toma muito tempo gerenciar todo mundo.

A empresa mudou de foco?
Acho que no início eu buscava fazer mais clientes institucionais ou corporativos seja lá qual for a melhor definição para eles. Hoje eu foco na música, por prazer pessoal e opção mercadológica.

Quais seus principais clientes?
Artistas como Manowar, Kamelot, Krisiun, Hudson Candorini, God Forbid, Jota Quest, Dr. Sin, Oficina G3, Firewind, Septicflesh, Kiko Loureiro, Almah, Sodom, Rafael Bittencourt e Lauren Harris; gravadoras como Sony BMG, Century Media, Warner Schandinavia e Magic Circle Music, entre outras. No fundo, considero todos iguais. Todos pagam pelo meu melhor e nada menos que isso. Não faço nada mais ou menos caprichado pelo fato de o cliente ser mais ou menos famoso.

Como funciona sua captação de clientes?
Tendo um bom network e bons trabalhos, tudo se resolve naturalmente.





















Qual trabalho seu você considera o melhor até hoje?
É difícil escolher qual seu filho predileto quando você tem dois ou três... imagine no meu caso, que já tenho muito trabalhos publicados. Na verdade é bem injusto comigo e com meus clientes, afinal, cada um ama sua criação ao máximo e ponto final. Mas definitivamente eu tenho alguns trabalhos que realmente me deixaram muito feliz em vários aspectos. Eu adoro a produção que fiz para bandas como Khallice, God Forbid, Kamelot, Almah, Firewind, Manowar, Ancesttral, Sodom, Krisiun, Dr. Sin, Apocalypse, enfim, quase todos.

Quais suas ambições daqui para a frente?
Pesquisar mais, estudar mais e criar mais.

Qual o recurso que você mais gosta no Photoshop?
Possivelmente a borracha e suas possibilidades aparentemente limitadas.

O que mais te irrita no trabalho com o Photoshop?
Ver o percentual da barra de save progredindo com lerdeza.

O que ainda é muito difícil fazer com o Photoshop?
Apagar um cabelo esvoaçante no meio do mato, numa chuva de besouros... e usando apenas um clique do mouse!

Qual sua dica para quem quer dominar o Photoshop?
Estude muito. Pesquise muito. Leia tutorias e tente aplicá-los à sua linguagem, à sua realidade. Quanto mais você experimentar, melhores serão os resultados no futuro.

O que você diria para quem quer seguir seus passos?
Seja firme e paciente. Cumpra seus compromisso e prazos. O resto vem com o tempo.




ARTIGOS SEMELHANTES

COMENTÁRIOS
por Guilherme Oliveira em 24/01/2011 às 20h 12min Responder
Parabéns Mestre

Fala ai cara, te achei por acaso e estou vendo que o sucesso só está aumentando, fui seu aluno, você foi o culpado de me iniciar nesse mundo do design gráfico e graças a isso, sou muito feliz com que faço. Dá uma olhada lá, a sua opinião é muito importante.Abraço www.guigooliveira.com.br


por Guilherme Oliveira em 24/01/2011 às 19h 02min Responder
Parabéns Mestre

Fala ai cara, te achei por acaso e estou vendo que o sucesso só está aumentando, fui seu aluno, você foi o culpado de me iniciar nesse mundo do design gráfico e graças a isso, sou muito feliz com que faço. Dá uma olhada lá, a sua opinião é muito importante.Abraço www.guigooliveira.com.br


por Danyllo em 03/11/2010 às 10h 23min Responder
é isso ai

parabéns gustavo seu trabalho é bem unico daqueles q so de olhar vc ja sa be d quem é parabeés mesmo kra sou seu fá


por Rabello em 30/09/2010 às 23h 00min Responder
Grande Amigo

Cara; você chegou até ai por puro mérito, tu mereces mais. Grande abraço do teu mano mais velho e que acompanhou boa parte desta trajetória nós te amamos. Antonio JS Rabello


por lucas lopes em 22/09/2010 às 07h 15min Responder
Sem título

dias a tras ganhei o album do oficina G3 e fiquei admirando-a abri a capa princpal para ver se tinha informaçao do design, e lah estava Gustavo Sazes, logo me toquei que jah tinha escutado esse nome em algum lugar, taa ae vou seguir direitinho sua dica para ser algum dia algm cmo vcê em relaçao a criacao grafica.


por Renan Rovaris em 27/02/2010 às 21h 57min Responder
Gustavo

Suas capas de discos me inspiram muito. Criou um estilo bem único. Muito bom mesmo!


por maxwellsoua em 30/09/2009 às 13h 31min Responder
Gustavo Sazes

Orgulho-me de ser Brasileiro pelo fato de saber que existe muito designer competente como você Gustavo, parabéns continue assim, seu trabalho é muito bom mesmo, show! e sempre humilde!!!


por Pedro Britto em 25/09/2009 às 12h 31min Responder
Parabéns Gustavo!

Seu trabalho é show de bola. Impossível de dizer em palavras.


por Eduardo Meira em 18/08/2009 às 22h 02min Responder
Gustavo Sazes

Gustavo Sazes é o cara! Sem falar q é um puta cara humilde!!!!





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