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A história de House of Aces

Postado por Redação Photoshop em 07/10/2009 às 17h 29min

Uma exposição em Londres e um mural público são dois marcos na existência do House of Aces. Cheios de esperança, os artistas conversaram com nossa revista.



House of Aces cresceu enormemente desde que começou há dois anos, e os quatro artistas participantes pretendem elevar seu coletivo a novas alturas. Uma exposição em uma importante galeria de Londres sobre designs de skate é apenas um dos eventos marcados no diário da equipe. Mal podíamos esperar para descobrir o que era o estilo de vida coletivo…





Que trabalho pessoal ou em grupo vocês estão fazendo no momento?


EJ Miles: Estamos montando a exposição Decked Project (www.thedeckedproject.blogspot.com) em Londres e, claro, também preciso criar meu skate. Há pouco tempo criamos um gigantesco mural para a Topshop em Cantebury, que será terminado ainda este ano. Também gostaria de continuar com minha série Deer Girl.

Dan Burrows: No momento, as ilustrações ficaram um pouco em segundo plano e tenho me concentrado em vários projetos de design, principalmente para amigos.
Também comecei uma pequena confecção chamada Hylde, na qual uso muitas imagens vintage, cortadas no Photoshop de forma a criar padrões curiosos.

Louise Brangwin: Atualmente estou trabalhando em ideias para um skate personalizado. Os desenhos ainda estão no computador e mal posso esperar para começar a pintá-los na madeira do skate. Também estou trabalhando em ideias que incorporem o Ás de espadas da marca House of Aces e quero continuar a desenvolver designs de têxteis para minha própria marca de tecidos.


Quais são as vantagens de trabalhar em um coletivo?


Vicky Newman: Acho que é principalmente poder trocar experiências com os outros e se envolver em projetos que não teriam aparecido se estivéssemos separados.

Dan Burrows: Para mim, é simplesmente a oportunidade de conversar e me comunicar com outras pessoas criativas. Não tanto em um nível social, mas conversar sobre prazos e o processo de trabalho, comparar técnicas e conseguir inspiração. Vivo longe do centro e sempre me preocupei por ficar isolado de outros artistas, por isso, é bom saber que existe esta rede de gente super criativa que produz trabalhos tão diferentes.

Louise Brangwin: Se aparece um bloqueio criativo é bom ter alguém a quem pedir conselhos e apoio. Também confio na opinião deles quando me dizem que tal imagem não funciona. Nos ajudamos mutuamente em projetos e exposições e compartilhamos contatos. Temos estilos diferentes, mas eles funcionam bem juntos.






O que vocês mais gostam no Photoshop?


Vicky Newman: Principalmente, a flexibilidade. É uma ferramenta ótima para obter várias soluções diferentes sem perder muito tempo e dá para escolher os resultados. Também adoro descobrir novos métodos de usar as mesmas coisas; mesmo já usando o Photoshop há cinco anos, ainda descubro jeitos novos de fazer tarefas ou uma maneira diferente de usar uma ferramenta.

EJ Miles: Os pincéis personalizados e a possibilidade de alterar elementos sem precisar começar tudo de novo.

Louise Brangwin: Adoro poder pegar um ou dois rabiscos simples e transformá-los em uma coisa elaborada e cheia de detalhes.
As camadas criam muitas possibilidades para desenvolver e combinar imagens. É possível estender as ideias indefinidamente.


















Como começa o processo de ilustração para vocês? Diretamente no Photoshop?


Vicky Newman: Sempre começo com meu velho e bom lápis e rabisco algumas coisas. Daí, desenvolvo um ou dois desenhos, escaneio no Photoshop e começo a trabalhar nas cores.

EJ Miles: Sempre começo com lápis e papel e trabalho a partir daí. O Photoshop normalmente entra no final do processo. A participação dele varia. Às vezes simplesmente o uso para limpar uma imagem ou alterar alguma cor. Outras vezes faço uma utilização mais completa e o uso para criar camadas e texturas.

Louise Brangwin: Normalmente começo rabiscando ideias e depois esboço uma composição. Após reunir alguns desenhos a tinta que poderiam funcionar, eu os escaneio.
Também escaneio monotipias, colografias e páginas de meu caderno de esboços, que costumo usar como texturas e fundos. Depois, reúno os desenhos e texturas no Photoshop, duplico, mexo no tamanho, seleciono algumas partes e colo outras e vou empilhando tudo.






De onde vem a inspiração para seu processo de desenho?


Vicky Newman: De lugares que visito, livros, revistas, filmes tudo o que me faça olhar para alguma coisa de um jeito novo.

EJ Miles: Geralmente ela vem da maneira como o trabalho flui, mas é diferente para cada peça. Mais recentemente, foi uma foto da série Domesticated, de Amy Stein.

Dan Burrows: Desde o início eu olho, olho, olho. Blogs são ótimos, pois trazem uma profusão de informações em uma só página.

Louise Brangwin: Inspiro-me nas pessoas que vejo, meus amigos, design de moda, design Art Nouveau e padrões de tecidos vintage.
Coleciono imagens o tempo todo e tenho alguns livros de recortes.
Quando termino uma gravura penso em como ela poderia se transformar em um padrão, o que me inspira em desenhos que poderiam combinar com ele, uma espécie de engenharia reversa de mim mesma!










O que vocês fazem quando estão tendo um dia ruim no Photoshop?


Vicky Newman: Uma pausa! Desenho ou imprimo, ou dou uma volta no parque do bairro!

Louise Brangwin: Normalmente, gosto dos dias de Photoshop! Se algo não estiver dando certo volto à mesa de desenho por algum tempo para criar mais ilustrações e texturas, escanear imagens e seguir em frente.











Dicas para os artistas iniciantes?


Vicky Newman: Siga em frente, não se assuste com todas as diferentes opções que o Photoshop tem a oferecer; comece a brincar com algumas ferramenta que você saiba usar e prossiga a partir daí. Ah, e invista em uma tablet, é muito mais fácil de manipular.

Dan Burrows: Simplicidade! É muito fácil se perder em um trabalho pequeno e gastar um tempão com pouca coisa. Mantenha tudo rápido e simples, corrija seus erros e bola pra frente.

Louise Brangwin: Não pense que só é possível usar o Photoshop para editar e retocar fotos. Tente escanear um desenho ou pintura e veja o que pode fazer com aquilo. Use umas poucas ferramentas de cada vez até ganhar confiança no programa,  por exemplo, comece com preenchimentos simples e passe a usar diferentes ferramentas de seleção, ou misture imagens e texturas a seus desenhos. Imprima o resultado e veja-o como obras de arte: não se limite ao monitor.



Vicky Newman

Descreva seu estilo: Uma mistura eclética de desenho à mão livre, linhas e cores digitais com um toque de tinta


EJ Miles

Descreva seu estilo: Uma fusão de linhas femininas muito simples com elementos contrastantes


Dan Burrows

Descreva seu estilo: Um trabalho de “copiar e colar”

Louise Brangwin

Descreva seu estilo: Ilustração baseada em moda; colagens de gravuras tradicionais e imagens desenhadas







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