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A história de Russell Williams

Postado por Redação Photoshop em 18/12/2009 às 09h 00min

Batemos na porta da frente da Adobe para conversar com o coarquiteto do Photoshop, Russell Williams. Vamos descobrir o que está previsto para o próximo Photoshop e como ele projetou sua ferramenta dos sonhos...



Com o Photoshop CS5 no calor do desenvolvimento, este é um momento empolgante no quartel-general da Adobe. Russell Williams, experiente arquiteto de programas e fotógrafo de viagens veterano, conta como as grandes decisões são tomadas, fala da ferramenta que mudou para sempre os retoques fotográficos e diz querer evitar que o Photoshop se torne “um balaio de recursos”. Também não pudemos resistir a perguntar a ele como está ficando a nova versão.


Quais as exigências de sua função de coarquiteto do Photoshop?

Muitos emails e reuniões! Claro, estudamos bem o contexto para poder avançar e pretendemos tirar mais vantagem da GPU e dos processadores multicore. Até certo ponto, estamos de olho nas próximas novidades em termos de hardware e software – e vamos reparar pequenos defeitos.

A parte “co” de seu título significa que você pode rejeitar ideias de Scott Byer?

Scott e eu somos os dois principais arquitetos do Photoshop e nos concentramos em diferentes áreas, mas claro que falamos disso um com o outro. Nunca tomamos grandes decisões sem discuti-las com o resto da equipe. Não somos apenas dois arquitetos e um punhado de programadores estagiários, mas um grupo de engenheiros sérios; seria besteira nossa tentar tomar decisões importantes sem consultar nossos colegas, e eles nunca nos perdoariam.



Todas as novas ideias e atualizações entram na nova versão?

Sempre há três ou cinco ou dez vezes mais ideias de coisas a fazer do que seria possível incluir em uma versão. Uma das dificuldades é que muitas delas poderiam ser implementadas no que toca ao algoritmo, mas também é preciso pensar em como elas podem ser incluídas no aplicativo existente. Estamos tentando evitar que o Photoshop se torne pouco mais que um balaio de recursos.

Como você chegou à atual posição?

Antes disso, eu trabalhava com sistemas operacionais na Apple e outras empresas semelhantes. Há cerca de 11 anos, cheguei à Adobe para trabalhar na equipe do Photoshop. Eu era fotógrafo amador havia algum tempo e já usava o Photoshop. Para mim, aquilo ia muito além do que seria possível em um quarto escuro. Por isso, a ideia de poder trabalhar com aquilo era legal demais. Comecei implementando ações na paleta Actions. Foi ótimo para começar a aprender sobre o Photoshop pelo lado de dentro.

Fale sobre o CS5 – conte-nos tudo!

Esperamos incluir recursos de fotografia digital bem bacanas. Nossos intervalos de lançamento costumam ser de 18-24 meses, e a grande novidade do CS5 é o suporte a Mac de 64 bits. Os mais de 4 GB de RAM à disposição permitirão ao Photoshop se movimentar mais agilmente no disco. A versão para 64 bits acelerará a navegação dos artistas pelo disco quando estiverem trabalhando em imagens bem grandes. Quem usa muitas camadas ou cria extensos panoramas têm scans de filme de 4x5 polegadas logo esgotam os 4 GB de memória. Esse processo será acelerado em dez vezes ou mais.


Quando aparece uma ideia, qual o passo seguinte?

Costumamos discutir com diversos grupos de pesquisa da Adobe e falar sobre várias coisas em que estamos interessados. Eles nos falam das áreas em que acreditam haver pesquisas novas e interessantes em curso. Juntos, escolhemos as coisas em que eles devem se concentrar e, depois de escrever o código dos protótipos, eles vêm nos mostrar. Dizemos, por exemplo, que daria para fazer tal coisa com reconhecimento de face e, logo que aquilo é refinado, passamos a ver como aquilo poderia ser encaixado no Photoshop.
 


A introdução das camadas foi um imenso marco em sua história – como isso levou a coisas maiores e melhores? 

Um negócio que eu notei foi que nos anos 90, depois que o Photoshop ganhou as camadas, a colagem praticamente se tornou a forma dominante da arte comercial. Se você olhar revistas e anúncios dos anos 90, as camadas mudaram a cara de tudo. Em termos da maneira como se passou a trabalhar com o Photoshop, provavelmente a grande coisa foi a paleta History. Mas nos trabalhos, o que se podia ver era o Liquify e o pincel Healing. O pincel Healing revolucionou o retoque fotográfico.



Se você pudesse criar uma ferramenta de sonho, qual seria?

Algo que me permitisse apontar para alguma foto, soubesse a figura que quero e a extraísse do fundo sem a iluminação original. Em outras palavras, ela extrairia a pessoa inteirinha e nada mais – e mais todo o jogo de luzes, as sombras etc. Daí eu jogaria a figura para outra cena e iluminá-la como eu quisesse.

Como você passa o tempo livre?

Faço bastante fotografia e adoro viajar. Gosto de vários lugares na Europa e já estive na Grã-Bretanha meia dúzia de vezes. Meu estilo se desenvolve com o tempo, mas tenho feito um trabalho bem exagerado no primeiro plano e no plano de fundo, e fiz uma divertida série de retratos de nossos engenheiros no final de um desgastante ciclo de desenvolvimento. Também estou tentando reaprender a andar de monociclo






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