O Repless Abandon escolheu o caminho coletivo e formou um grupo unido, vamos descobrir mais sobre seu estilo individual no Photoshop
Cada ilustrador do Repless Abandon traz ao grupo novas ideias e inspirações. A mistura de diferentes estilos e técnicas leva o coletivo a destacar-se com sua personalidade eclética. Mal podíamos esperar para ouvir o que tinham a dizer sobre a ferramenta que mais usavam no Photoshop e em que momento de seu trabalho lançam mão do programa. Também mostramos o que realmente significa fazer parte de um coletivo de design.
Como vocês se beneficiaram por fazer parte do coletivo?
Dushan Milic: A principal vantagem do coletivo é se vender juntos, diminuindo os custos e, obviamente, aparecer ao lado de grandes talentos – como dizem, a subida da maré carrega todos os barcos.
Skodt D. McNalty: O aspecto mais gratificante foi poder trabalhar com amigos. A maioria de nós foi à mesma escola e nos conhecemos há anos. O coletivo nos permite compartilhar pensamentos e ideias, além do drinque ocasional, para não falar na divisão das despesas.
Zela Lobb: Sinto-me honrada por ter sido aceita em um coletivo tão talentoso. É muito motivador estar em meio a jovens artistas promissores. As possibilidades promocionais são enormes, permitindo a criação de temas e pacotes de babar. Tenho muito apoio e reforço quando preciso dar preço a um projeto novo ou negociar termos difíceis em contratos.
Dav Bordeleau: É ótimo estar em uma microcomunidade para trocar ideias e receber críticas sinceras. Também existe a vantagem prática de poder fazer projetos em grupo.
Devon Bowman: Quando meu trabalho é exibido ao lado do de tantos ótimos ilustradores, parece ainda melhor. Todos os artistas da Repless Abandon são totalmente profissionais, o que garante o respeito dos clientes e permite que saibam que tipo de relação de trabalho podem esperar.
Que técnica e ferramenta vocês mais usam no Photoshop?
Dushan Milic: Geralmente uso muito a ferramenta Brush e certos filtros add-on. Meu estilo tem mais a ver com simplicidade. A ideia é reproduzir meus desenhos feitos à mão.
Zela Lobb: As camadas permitem que eu seja bem descompromissada. O mais básico dos pincéis redondos e a troca instantânea entre cor de primeiro plano e plano de fundo (preto e branco) possibilita que eu “escave” meus grandes gestos em preto, deixando-me toda a liberdade que posso desejar.
Dav Bordeleau: Como a parte do desenho é feita à mão livre, aplico as cores no Photoshop. Multiply e Overlay ficam bem nas camadas e pincéis – gosto muito desses modos. Também acho bem útil criar meus próprios pincéis. E já gastei minha tecla “Z”.
Devon Bowman: Pessoalmente, o Photoshop é um programa essencial para atingir meu produto final. Preciso dar polimento e manipular meu trabalho de acordo com as necessidades do cliente. Depois de escanear o desenho em partes, uso a ferramenta Free Transform para colar as peças corretamente. Uso também a ferramenta Transform na fase do esboço, enquanto corto e colo as partes da imagem.
Quando o Photoshop entra no seu processo de criação?
Dushan Milic: O Photoshop é onde desenho meus esboços e imagens finais. Antes, eu fazia as linhas no papel e escaneava – mas por causa da velocidade e outras desculpas, agora uso o Photoshop de maneira bem mais intensa.
Skodt D. McNalty: Depois de
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desenhar e escanear os esboços iniciais, começo a brincar com outras possibilidades de composição e cor. O PS é uma ótima ferramenta para o processo de transformação em desenho e excelente para dar vida a ideias rapidamente esboçadas em um guardanapo ou no papel do pão. Ultimamente tenho experimentado trabalhar direto na tablet, sem passar pelas mídias tradicionais do processo de desenho.
Zela Lobb: O Photoshop já abre juntamente com meu sistema. Com um gamepad em uma mão, contendo 45 teclas programáveis para os atalhos mais usados, e minha amada canetinha Wacom, o Photoshop me acompanha o dia inteiro. Sou incapaz de imaginar uma experiência mais deliciosa de desenho. Adoro o contraste intento de pretos e brancos, além da possibilidade de cobrir perfeitamente meus gestos arrebatados em preto com uma simples pincelada em branco.
Dav Bordeleau: Tenho de admitir que quando monto uma composição no papel e percebo que não é grande coisa, o Photoshop vem bem a calhar. Às vezes desenho separadamente os elementos de meu menu para reuni-los a meu bel-prazer. É um jeito ótimo de explorar possibilidades sem precisar refazer mil vezes.
Devon Bowman: O PS entra em cena no minuto em que termino de esboçar. A capacidade de manipular imagens rapidamente e sem dificuldade, além de exportá-las apropriadamente, é essencial.
Existe alguma mensagem ou emoção que vocês buscam passar em seu trabalho?
Dushan Milic: Pessoalmente, gosto de meu trabalho agressivo e meio feioso. Idealmente, porém, as ideias vêm mais ou menos como o estilo. Às vezes os dois estão tão ligados que fica difícil dizer a diferença. Dito isso, adoro um trabalho bonito, coisa que não consigo atingir totalmente.
Skodt D. McNalty: Sem sombra de dúvida e isso muda de acordo com o assunto de cada peça. As cores têm uma interação curiosa com a psique humana, coisa que gosto muito de explorar.
Zela Lobb: Sedução e desejo, mas acima de tudo tento passar a alegria que sinto, sabe, de viver meu sonho de infância e tal. Meio cafona, eu sei!
Dav Bordeleau: A mensagem principal relaciona-se intimamente com o artigo. Gosto de criar atmosferas sutis, mas se isso não acontecer gosto de coisas meio bobas e confusas.
Devon Bowman: Normalmente tento passar a emoção particular envolvida no artigo que estou ilustrando.
Qual versão do Photoshop vocês usam e o que estão achando?
Dushan Milic: Uso o CS4 – de maneira geral acho ótimo, embora a maioria dos aplicativos da Adobe esteja meio inchada e ele não seja tão estável quanto as iterações antigas. Gostaria que houvesse mais concorrentes, para que a Adobe não se transforme no Quark.
Skodt D. McNalty: Atualmente, uso o CS3. Para os artistas que usam mídias tradicionais, o Photoshop é a ferramenta perfeita durante a fase de design e o processo de limpeza. Estou ansioso pela chegada do CS5, embora secretamente deseje que o PS e o Illustrator tornem-se um programa só. Que sonho...
Zela Lobb: Uso o PS CS3. O que mais gosto é poder fazê-lo desaparecer e me perder completamente no trabalho.
Dav Bordeleau: Ainda uso o CS2, porque sou arcaico. Se era bom o bastante para meus avós, é bom para mim. Na verdade, estou querendo atualizar a coisa toda, até meu guarda-roupa.
Vocês recomendariam o estilo de vida em coletivo? Por quê?
Dushan Milic: Sim e não. Existem grandes vantagens, mas é muito difícil organizá-lo e mantê-lo. Artistas freelance são freelance por um motivo. Pode ser um desafio fazer com que um punhado de pessoas altamente independentes e inteligentes concordem sobre uma direção ou qualquer outra coisa. Muita coisa cabe ao indivíduo e à maneira como ele se sente mais confortável ao trabalhar e relacionarse
com os clientes.
Skodt D. McNalty: É ótimo trabalhar com amigos, e um coletivo também é um bom modo de reduzir as despesas, dividindo as contas. Se é isso que você busca, vá fundo. Comece agora e divirta-se!
Zela Lobb: Sim, mesmo que seja solitária por natureza, os artistas me fascinam; no aspecto comercial, é bem mais fácil lutar e fazer o que é esperado no mercado se você não estiver sozinho. Também é valioso ver o estilo de seus colegas se desenvolver e saber que você sempre poderá contar com eles para uma boa crítica construtiva.
Dav Bordeleau: É uma ótima maneira de começar, e
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se você encontrar um grupo que funcione bem, parabéns! Caso tenha um relacionamento conturbado com seus coartistas e vocês começarem a falar mal uns dos outros, não é assim tão legal. Para mim foi muito bom, é preciso experimentar.
Devon Bowman: O estilo de vida em coletivo é vantajoso. É muito bom ter minhas imagens ao lado das de colegas respeitados. Além disso, nossa lista de clientes só aumenta. Tenho certeza de que alguém na Repless Abandon sempre tem o estilo exato de trabalho que o cliente busca.