Desde cedo, Jemma Robinson conhecia sua tendência artística e não demorou para descobrir o Photoshop. Veja como ela passa da tela branca à imagem terminada.
Nada empolga mais Jemma Robinson do que poder se comunicar por meio do desenho. Ela gosta de criar arte vibrante e contextual em que a cor representa um papel crucial para ressaltar o significado. Com clientes em todo o globo, incluindo uma publicação baseada em Hong-Kong e um dos jornais nacionais do Reino Unido, Jemma aplica seu estilo a toda sorte de tópicos. Aqui elas nos fala de seus métodos de trabalho para obter resultados de qualidade que tenham uma composição adaptável – para o caso de ela mudar de ideia...
Quando você percebeu que queria ser ilustradora e designer?
Muito cedo! Passei boa parte da infância desenhando, criando histórias e gibis para me divertir, e quando tinha uns 11 anos, lembro-me de ter lido sobre “ilustradores” e perceber que havia um nome para as pessoas que faziam os desenhos que eu via nas revistas e outdoors. De repente (já que antes só tinha ouvido falar de artistas tradicionais ou animadores), eu tinha consciência de uma forma de arte mais comercial, feita de encomendas, e foi quando decidi que era isso que queria para minha vida.
Fale-nos de seus trabalhos mais recentes e de quem os encomendou.
Tive três trabalhos editoriais na semana passada – um para uma revista em Hong Kong e dois para revistas no Reino Unido. Os tópicos iam da popularidade de sites sobre carros até a política sobre a maternidade, além de automutilação em homens adultos. Esse tipo de diversidade é o que torna a ilustração editorial tão interessante e desafiadora.
Que recursos do Photoshop são os mais úteis para você e por quê?
A Transform é provavelmente a mais usada. Costumo criar cada item individual (seja uma pessoa, um prédio, uma árvore etc.) em tamanho grande e os redimensiono conforme as necessidades. Assim, todos os elementos terão muita qualidade e, se eu mudar de ideia quanto à composição, não preciso refazer tudo de novo. Gosto também de aplicar um pouquinho de Motion Blur em raios de sol ou refl exos para eliminar os contornos marcados das formas.
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O quanto a escolha das cores é importante em seu trabalho?
As cores são extremamente importantes. Eu poderia dizer só isso, mas vou explicar melhor. Não apenas emprego cores para criar imagens vibrantes e, espero, visualmente interessantes, mas uso as escolhas de cor como conteúdo, de modo que elas têm significados que vão além do visual. Isso é perceptível principalmente em meu trabalho para o jornal The Independent, em que a cor é usada em relação a partidos políticos ou países. Ou ainda para sugerir um clima e atmosfera, ressaltando a mensagem.
Como você passa de uma tela branca no Photoshop ao produto terminado?
Sempre começo com um lápis e um papel em branco para criar minhas miniaturas e, rapidamente, ter uma resposta à encomenda. Não costumo escanear essas miniaturas, então, para começar uma imagem no Photoshop, normalmente disponho um bloco de cor plana e grosseiramente construo a imagem com formas, incluindo os detalhes aos poucos.
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Como você sabe que a ilustração já está pronta?
Em geral, é quando todos os elementos necessários para comunicar a ideia estão no lugar e foram criados no padrão que estimo necessário. Daí, deixo o desenho descansar de um dia para o outro e volto a ele por cerca de uma hora no dia seguinte para fazer ajustes de última hora e dar os toques finais.
Qual seu conselho para quem está procurando aprimorar suas habilidades no Photoshop?
Brinque! Permitir a si mesmo algum tempo com o programa é algo que vale ouro. Também é útil criar uma “encomenda” para si mesmo, com o fito de desenvolver um senso de motivação.
Dicas de Jemma para criar composições que valem a pena
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Miniaturas Esta é simples. Nunca subestime a vantagem de criar imagens em miniatura super-rápidas, supergrosseiras concentradas apenas na composição. Assim, os problemas já são resolvidos desde o início do processo.
Interação As composições e cazes têm elementos que interagem entre si, mesmo que sejam prédios e pessoas (e não pessoas interagindo umas com as outras). Isso impede que a imagem pareça ser formada de partes separadas e coladas juntas sem pensar em como as coisas ‡ uem na vida real.
Dinamismo Tente injetar energia em seus designs. Faça isso exagerando a escala ou a profundidade de campo ou cortando bem de pertinho a imagem, ou, ainda, deixando que algum elemento vaze do quadro. Evite criar composições que pareçam “fotos posadas”, com todo mundo no centro sorrindo para a câmera. Seja lúdico.
Espaço O espaço negativo é tão importante quanto o positivo, por isso dê a seu design espaço para respirar, especialmente ao sobrepor texto ou incorporar muitos elementos a um design.
Dirija o espectador Dirija seu público – como você quer que ele leia a imagem? O que deve ser visto primeiro? Um design e caz tem de levar isso em consideração, por isso pense em como guiar o espectador através da imagem.