Precisa do poder de uma Reflex digital sem todo o volume? A G1 talvez seja a resposta
Em tempos de recessão mundial, a Panasonic tomou a valente decisão de lançar um formato de câmera totalmente novo.
Inicialmente um empreendimento conjunto entre a Panasonic e a Olympus, a Micro Four Thirds é uma cruzamento entre o padrão existente Four Thirds de DSLR e uma compacta simples, aparência e sensor de imagem da primeira e experiência de visualização ao vivo da última. O tradicional visor óptico e o espelho de uma DSLR foram removidos do corpo da câmera e substituídos por um visor eletrônico que não apenas a deixa muito mais leve, mas também faz com que tecnicamente ela não seja uma DSLR.
A Panasonic fez a Lumix G1 parecida com uma DSLR, com lentes intercambiáveis e uma empunhadura robusta na frente, um grande LCD de 3 polegadas e um visor na parte de trás, entrada para flash e disco de modo em cima. A DMC-G1 é menor e mais leve que a maioria das DSLRs, embora não tão minúscula quanto a propaganda da Panasonic faz parecer – a Olympus E-420 é ligeiramente maior, mas também um pouquinho mais leve que a G1.
A principal área em que a equipe de engenheiros da Panasonic de fato encolheram o sistema são as lentes. Essas de 14-45 milímetros são absolutamente minúsculas comparadas com as lentes de zoom padrão das Reflex digitais, assim como a teleobjetiva opcional de 45-200 milímetros, que oferece uma distância focal gigantesca de 90-400 milímetros em um corpo pouco maior que a maioria dos zooms-padrão. Ambas as lentes se estendem bastante quando estão no zoom máximo, mas esse é um preço relativamente pequeno a pagar por dimensões tão compactas.
A Lumix DMC-G1 é uma câmera bonita, com a maior parte do corpo de plástico coberto por um composto de borracha que funciona como uma resistente camada protetora.
O visor eletrônico é a maior inovação da G1. Ele substitui eficazmente o conjunto de espelhos e o visor ótico de uma DSLR, além de oferecer a mesma funcionalidade de Live View que o LCD traseiro. Por exemplo, você pode usar o menu Quick View da G1, visualizar os efeitos da alteração do modo de filme ou do equilíbrio de branco e até mesmo visualizar os efeitos da velocidade atual do disparador antes de tirar a foto, tudo isso com a câmera nas mãos.
A G1 é a primeira câmera a de fato oferecer um Live View sem solavancos, quer você use o visor ou o LCD. solavancos, quer você use o visor ou o LCD. O visor da G1 tem uma resolução inédita equivalente a 1.440.000 pontos, opera a 60 fps e oferece aumento de 0,7x e campo de visão de 100%, ambos dos quais superam grande parte das Reflex digitais.
Existem alguns pontos negativos bastante notáveis, principalmente uma imagem granulosa em baixa luz e uma cintilação constante, mas a LVF é certamente boa o bastante para ser usada a maior parte do tempo. Ela também tem um excelente monitor LCD móvel de 3 polegadas em alta resolução que pode ser revirado em até 270 graus, facilitando fotografar em ângulos complicados.
Vimos pouca diferença na velocidade do foco entre a G1 e uma DSLR da mesma faixa de preço, e em pouquíssimas ocasiões a G1 não conseguiu focalizar o objeto. O tempo de inicialização também impressiona. Com menos de meio segundo, praticamente não existe intervalo de disparo. Apenas o modo Burst, que permite tirar um número ilimitado de imagens JPEG com a maior qualidade de imagem a três quadros por segundo, é mais lento que as DSLRs concorrentes.