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Creative Type

Postado por Redação Photoshop em 13/10/2010 às 09h 00min

Aprenda como os profissionais criam fontes sob medida e belos efeitos especiais




Os tipógrafos sempre se dedicaram à tarefa de arranjar letras e modificar glifos. Exemplos sutis, mas sofisticados, são consistentemente exibidos todos os dias na mídia virtual e impressa. Porém, parece ser hora de uma revolução tipográfica, com uma nova geração voltada à criação de soluções mais ornamentais – espanando a poeira dos estilos engomadinhos tradicionais e rejuvenescendo essa arte. Dito isso, em vez de desprezar as técnicas convencionais, os designers digitais vêm amalgamando todas as disciplinas em novos métodos de trabalho para criar soluções gráficas mais que inspiradoras. Muito se repete que uma imagem vale por mil palavras. Mas e se a imagem for uma palavra? A cara da tipografia mudou – os limites estão menos definidos, praticamente apagados.

Para este artigo, conversamos com alguns tipógrafos, que compartilharam algumas de suas dicas e truques no Photoshop e outros programas. Também discutimos a maneira como os estilos comerciais de sucesso e os ideais artísticos vêm se encontrando – ou não – e descobrimos a fina linha entre o sucesso e o fracasso profissional.

Também apresentamos alguns dos mais influentes exemplos de design existentes por aí, além de mostrarmos os melhores lugares para promover e se inspirar quando o assunto é tipografia. Não se trata apenas de tipos, mas da arte tipográfica, que promete ser a grande onda do design em 2010.



LEGIBILIDADE OU BELEZA?


Em qualquer projeto tipográfico existem regras gerais e pessoais aplicadas pelos artistas e que afetam os resultados de seu estilo próprio. Porém, todos os nossos artistas concordam que legibilidade é fundamental. O designer gráfico Emeric Trahand (www.stillontherun.com) explica: “Se os clientes contratam um ilustrador ou designer para criar uma peça exuberante, ela também deve ser legível. É preciso encontrar um equilíbrio entre a densidade gráfica e a finalidade do trabalho.”

Aqui, torna-se evidente que os ilustradores e designers modernos não devem superelaborar os estilos criados até o ponto da distração. Isso é mais fácil do que parece, já que os atuais pacotes de 3D e o Photoshop vêm dando origem a uma nova moda de estilos extravagantes e expressivos. O designer tipográfico Sean Freeman (www.thereis.co.uk) explica: “Para os tipógrafos, uma fonte bem-feita é vista como uma obra de arte, mesmo que o público comum considere que são apenas palavras. Quando a fonte começa a se tornar uma imagem ela puxa realmente o olhar e é bem mais atraente para um público ainda maior”. Um bom exemplo é a imagem What It Feels Like de Freeman (mostrada à direita), encomendada para representar movimento e energia. O Photoshop possibilitou dar vida a esse slogan de um modo visualmente rico. “Tudo foi feito a partir de fotos”, ele explica. “Fotografei várias coisas diferentes e experimentei bastante; cortei imagens usando canais e máscaras alpha, apliquei modos de mesclagem Screen sobre fundos pretos, apaguei bordas e usei camadas de ajuste simples, curvas e ajustes de matiz e saturação.”

O ilustrador digital Alex Beltechi (www.behance. net/alexbeltechi) apresenta, por seu lado, as armadilhas de uma atitude ignorante em relação aos aplicativos digitais: “O que muita gente não entende é que um conhecimento perfeito do Photoshop não é nada sem talento. O programa permitiu aos tipógrafos recriar estilos e técnicas com facilidade, mas também levou à desfiguração de muitas fontes”. As técnicas tradicionais não foram esquecidas na época contemporânea, elas foram adaptadas, com a tecnologia digital, em algo bem mais estético e menos fundamental. Beltechi explica: “Não existe pincel de aquarela que se compare à verdadeira aquarela. Não dá para parecer da velha guarda se você não for mesmo da velha guarda. Em casa, tenho uma mesa de desenho, lápis, canetinhas, pastéis e pincéis, canetastinteiro, tinta – tudo o que muitos ilustradores emergentes ignoram. Não é possível obter resultados exatos e realísticos com um efeito sem entender como ele funciona para valer. Assim, parece haver uma linha muito fina entre a sutileza e a gratuidade.

O formato é igualmente importante na hora de criar um design de sucesso. É ele quem cria uma relação simbiótica entre o texto e o fundo, oferecendo um equilíbrio visual perfeito. Sean Freeman revela: “Muitas vezes, o fundo em meu trabalho é simplesmente preto. Para mim, é muito importante ter algo muito detalhado ou delicado complementado por um fundo ou ambiente enxuto, permitindo que a fonte se destaque.”






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