
Em todo o firmamento Por sobre a vida que se descompassa Há um lamento de dor na escuridão. Um pranto que se espalha Por um mundo devastado Pela peste. Pela guerra. Pelo caos que devora a inocência. Manchando-a de ódio e tumores cancerígenos. Anjos choram por nossas falhas. Por nossa impotência. Por nossa inutilidade. Anjos caem corrompidos em desespero. Ante o fim que descaminha nossos corações sujos. Anjos imploram por nosso perdão. Nossas vidas estúpidas Caminham em direção ao holocausto. Diante dos nossos sonhos estilhaçados. Cacos decadentes da humanidade. Anjos feridos clamam por piedade. Meu pobre anjo que por mim sofre. Que por mim derrama esta lamúria triste. Cheia de dó e compaixão. Os enigmas que habitam o meu ser me confundem. Tentei segurar-te em meus braços. Fui fraco! Tentei suportar a mesma dor que teu espírito carrega. Fui demasiadamente covarde! Por que sempre me acolhes em tuas virgens asas? E por mim carregas este fardo de delitos e fracassos? Tu és para sempre Meu Norte. Meu Sul. Meu Leste e Oeste. Tu és meu guia. Porém não chores mais por mim Pois não sou digno da eternidade da tua carne.
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